Na média das pesquisas, Serra e Dilma empatam e se espelham
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Na média das pesquisas, Serra e Dilma empatam e se espelham

Jose Roberto de Toledo

22 Maio 2010 | 18h00

A inclusão da sondagem Datafolha na média móvel das pesquisas calculada pelo Estado levou ao empate entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). A diferença entre eles, agora, é de menos de 1 ponto percentual pró-Dilma, o que não caracteriza vantagem. Mas o gráfico mostra que a petista está em ascensão, e o tucano, em queda.

As curvas dos dois principais rivais parecem espelhadas, refletindo a migração de eleitores entre Serra e Dilma. O voto que um perde, o outro ganha. É uma polarização que antecipa o 2º turno. Hoje, entretanto, nenhum deles têm cacife para decidir a eleição em 3 de outubro.

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Um dos motivos que projetam, por enquanto, a necessidade de dois turnos é que a intenção de voto de Marina Silva (PV), embora estagnada, mantém-se firme na faixa dos 10%. À ela se somam dois pontos percentuais dos presidenciáveis chamados nanicos.

Mantidos os percentuais de intenção de voto de Marina e dos candidatos dos pequenos partidos, Serra ou Dilma precisariam “roubar” de 6 a 7 pontos percentuais do outro para liquidar a eleição de uma vez. Não é uma missão impossível, embora difícil.

A média móvel calculada pelo Estado leva em conta as três pesquisas de intenção de voto mais recentemente divulgadas. No caso, foram consideradas as sondagens do Vox Populi, do Sensus e do Datafolha.

As três pesquisas foram feitas após as inserções do PT no rádio e na TV que tiveram Dilma como principal atração. O crescimento da petista reflete o êxito da propaganda em associá-la a Lula.