Na média das 4 pesquisas da semana, Dilma tem 53% dos votos válidos: limite do 1º turno

Na média das 4 pesquisas da semana, Dilma tem 53% dos votos válidos: limite do 1º turno

Jose Roberto de Toledo

30 de setembro de 2010 | 06h24

Foram quatro pesquisas presidenciais concluídas esta semana: duas do Datafolha, uma do Ibope e outra do Sensus. A média das quatro aponta Dilma Rousseff (PT) com 53% dos votos válidos. Descontada a margem de erro, de 2 pontos porcentuais, a petista chegaria no mínimo a 51%, o que lhe daria a vitória no primeiro turno.

Embora essa seja a maior probabilidade, não se pode afastar totalmente a chance de um segundo turno. A curva dos votos válidos da petista mostra uma tendência de queda, que parece ter parado, segundo Ibope e Datafolha. Mas uma gafe de Dilma no debate desta noite na TV Globo poderia retomar essa tendência.

Por outro lado, a média é uma composição de duas pesquisas que deram 55% de válidos para Dilma (Ibope e Sensus), com as duas do Datafolha que deram percentuais mais baixos: 51% e 52%. E a mais recente do Datafolha dá mais votos à petista do que a anterior.

Se incluíssemos, a título de exercício, o resultado mais recente do tracking do Vox Populi no cálculo (esse tipo de pesquisa já é, em si, uma média móvel, por isso fica de fora), a média, agora com cinco sondagens, levaria Dilma a 54% dos votos válidos, aumentando sua chance de vitória no primeiro turno.

As margens, todavia, são apertadas. Um pequeno incidente nesta reta final -como chuva no dia da eleição (aumenta a abstenção) ou um índice de erro do eleitor na hora de votar maior do que o habitual- pode influenciar o resultado e fazer a diferença entre uma definição já ou a necessidade de segundo turno.

Segundo o Sensus, um percentual maior de eleitores de Dilma (4,5%) diz que não vai comparecer para votar em 3 de outubro do que de José Serra (1,5%), por exemplo. Todos esses fatores não são computados nas pesquisas. Juntos, criam uma zona de confusão em torno da linha de 50% dos votos válidos que aumenta o grau de incerteza sobre a eleição.

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