Na espontânea, votos de Lula migram para Dilma devagar

Na espontânea, votos de Lula migram para Dilma devagar

Jose Roberto de Toledo

17 de abril de 2010 | 23h05

A evolução da intenção de voto espontânea do Datafolha mostra uma migração lenta dos eleitores que gostariam de votar em Lula ou no seu candidato para Dilma Rousseff (PT). Nesse tipo de pesquisa, em que não há alternativas obrigatórias, os entrevistados respondem o que querem. Por isso, é um voto mais convicto, porque espontâneo, mas também é onde aparecem respostas que não fazem parte do quadro eleitoral.

A soma dos que dizem que votariam em Lula, no seu candidato ou no candidato do PT dava 24% do total do eleitorado em dezembro. Nessa época, Dilma só alcançava 8% das intenções de votos. Agora, a candidata petista chegou a 13% (1 ponto a mais do que Serra) e o contigente dos que respondem Lula (ou seu candidato/do PT) caiu para 11% do total. Se 5 pontos foram para Dilma, onde foram parar os outros 8 pontos desse eleitorado lulista?

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Uma parte foi engrossar o contigente dos que não sabem dizer espontaneamente o nome de nenhum candidato a presidente de sua preferência. Essa maioria, que era de 47% em dezembro, é agora de 54%, segundo o Datafolha.

Pode-se imaginar que alguns dos que diziam pretender votar em Lula, ao descobrir que o presidente não disputaria um terceiro mandato, tornaram-se eleitores sem candidato. A questão é saber se, ao conhecerem Dilma e o endosso de Lula, isso será suficiente para eles transferirem sua simpatia para a candidata petista.

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