Na briga entre Serra e Dilma, Marina sai ganhando

Jose Roberto de Toledo

11 de setembro de 2010 | 02h45

Olhando-se só a média nacional, pode-se achar que o caso da violação do sigilo fiscal de tucanos não afetou a corrida presidencial. Mas o escândalo teve sim repercussões eleitorais, embora ainda insuficientes para levar a disputa ao segundo turno.

Dilma Rousseff (PT) oscilou negativamente no Sudeste. A mudança foi consistente: ocorreu em São Paulo e Rio de Janeiro, segundo o Ibope. José Serra (PSDB) não se beneficiou disso, ao contrário: variou também para baixo na região.

A potencial perda de votos de Dilma no Sudeste foi compensada pelo aumento da sua vantagem em Estados como o Piauí, Paraná e Goiás. Na média, Dilma ficou onde estava.

O imbróglio da quebra de sigilos aumentou os eleitores indecisos (só no Sudeste) e a intenção de voto de Marina Silva. Para uma pequena parte dos eleitores, a candidata do PV passou a ser uma alternativa aos dois brigões.

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