Mulheres que estudam mais casam mais tarde; e vice-versa

Mulheres que estudam mais casam mais tarde; e vice-versa

Jose Roberto de Toledo

20 de maio de 2011 | 17h47

Há uma correlação entre a idade da mulher ao casar pela primeira vez e a média de anos de estudo da população feminina em idade reprodutiva. O gráfico abaixo (montado com ajuda do Gapminder World) mostra que os países com menor escolaridade feminina são os mesmos onde as mulheres casam mais jovens, como o Afeganistão (18 anos de idade e menos de 1 ano na escola) e em boa parte da África sub-saariana.

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À medida que cresce a média de anos de estudo, as mulheres tendem a se casar mais velhas. São os casos dos países europeus, na sua maioria. Destacam-se a Suécia (32 anos e 13 anos de escolaridade média) e a Noruega (32 e 14).

Os dados sugerem que casar mais tarde permite à mulher a oportunidade de estudar por mais tempo porque não sofre pressão do contrária do marido nem a necessidade de se dedicar à criação dos filhos. Como sempre, há exceções. No Uzbequistão, um país da ex-URSS, a média de escolaridade feminina é 50% maior do que a brasileira, mas as uzbeques se casam, em média, dois anos antes das brasileiras.

A correlação fica evidente também quando se comparam os dados através do tempo. As mulheres tendem, em praticamente todo o mundo, a se casarem cada vez mais velhas, e estão passando cada vez mais tempo na escola.

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