Mercadante não sustenta crescimento em SP; Alckmin pode levar no 1º turno

Jose Roberto de Toledo

04 de setembro de 2010 | 12h24

Na contramão da “onda vermelha”, aumentaram as chances de Geraldo Alckmin (PSDB) vencer no primeiro turno a disputa pelo governo paulista. Segundo o Ibope, o tucano chegou a 62% dos votos válidos. Há uma semana, ele tinha 57%, descontados os votos em branco, nulos e eleitores indecisos.

A nova rodada do Ibope em São Paulo mostra que no total de votos, o tucano oscilou de 47% para 51%, enquanto seu principal adversário, Aloizio Mercadante (PT), foi de 23% para 20%.

Embora as variações tenham sido dentro da margem de erro, de 3 pontos percentuais, a distância entre os dois candidatos aumentou de 24 para 31 pontos porcentuais. O petista voltou ao patamar que tinha, nessa fase da disputa, na eleição de 2006.

Os demais candidatos também não cresceram. Celso Russomano (PP) foi de 8% para 7%, Paulo Sakf (PSB) continua com 2% e Fabio Feldmann (PV) manteve-se com 1%. Paulo Bufalo (PSOL), Igor Grabois (PCB) e Anai Caproni (PCO) não pontuaram. Há 10% de indecisos e 8% de eleitores que anulariam ou votariam em branco.

Foram 1.204 entrevistas feitas entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na disputa presidencial em São Paulo, Dilma Rousseff (PT) manteve-se com 42%, enquanto José Serra (PSDB) foi de 35% para 34%. Marina Silva (PV) oscilou de 11% para 10%.

O cruzamento da intenção de voto para governador com a intenção de voto para presidente no Estado de São Paulo mostra que a recuperação de Alckmin se deu entre os “dilmistas”. O tucano passou de 32% para 36% nos que votam na petista, enquanto Mercadante foi de 46% para 41% nesse segmento.

Na eleição para o Senado, Marta Suplicy (PT) manteve-se com 36% e lidera sozinha. Na disputa pela segunda vaga paulista, Netinho de Paula (PC d B) e Orestes Quércia (PMDB) seguem tecnicamente empatados. O cantor oscilou de 24% para 26%, enquanto o peemedebista foi de 21% para 23%.

Com 32% de eleitores indecisos e 15% que só citaram um candidato, a disputa pelo Senado segue aberta. Até Aloysio Nunes (PSDB), com 12%, e Romeu Tuma (PTB), com 13%, mantêm suas chances.

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