Menos mães jovens

Menos mães jovens

Jose Roberto de Toledo

30 de novembro de 2011 | 18h05

As mulheres brasileiras estão casando cada vez mais tarde. Os homens também, mas isso é menos importante. Passando mais tempo na escola e/ou no trabalho, e demorando mais para se juntar a um parceiro na vida, as brasileiras têm menos filhos. No curto prazo, isso melhora a distribuição da riqueza, pois são menos bocas a repartir o pão e aumenta a força de trabalho disponível com a incorporação da mão-de-obra feminina.

No longo prazo, essa mudança requer uma adaptação do país. O Brasil está revolucionando seu padrão demográfico muito rapidamente. O que aqui demorou duas ou três décadas, na Europa levou um século. Os impactos futuros serão tão graves quanto estão sendo lá, com menos gente em idade ativa para sustentar uma crescente população de aposentados.

Os gráficos foram elaborados a partir das estatísticas do Registro Civil divulgadas nesta quarta-feira pelo IBGE. Mostram como cai rapidamente o número de partos a cada ano no Brasil. Foram registrados 441 mil nascimentos a menos entre 2003 e 2010. A maior redução tem sido de partos de mães de 15 a 24 anos. Ao mesmo tempo, mais mulheres de 30 a 34 anos tiveram filhos. O lado positivo dessa mudança de comportamento é que permite à mulher se estabelecer melhor para sustentar os filhos.

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