Média das pesquisas mostra tendência de Dilma e Serra continuarem colados

Média das pesquisas mostra tendência de Dilma e Serra continuarem colados

Jose Roberto de Toledo

05 de junho de 2010 | 16h30

(texto publicado na edição impressa de O Estado de S.Paulo)

O gráfico da média móvel das pesquisas desenvolvido pelo Estado mostra uma nova tendência: as linhas de intenção de voto de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) correram sobrepostas desde que eles empataram, há três semanas.

Até 14 de maio, as curvas de Serra e Dilma estavam espelhadas, o que o tucano perdia, a petista ganhava. Foram cinco meses de tendência convergente de Dilma em relação a Serra. O gráfico desenhou um alicate.

Mas desde que as hastes da ferramenta se encontraram não houve sinais de que a pré-candidata do PT tenha continuado cooptando eleitores do rival do PSDB. As projeções de ultrapassagem não se confirmaram, por enquanto.

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Desde que o empate se configurou, Serra ocupou a maior parte da propaganda do DEM em cadeia de rádio e TV, e isso pode tê-lo ajudado a frear o crescimento de Dilma. A maior exposição da petista ocorreu imediatamente antes de ela empatar com o tucano.

O calendário nas próximas semanas favorece Serra. Ele deverá ser o centro das propagandas de 10 minutos do PPS, do PSDB e do PTB que irão ao ar nos dias 10, 17 e 24 de junho, respectivamente.

Além disso, cada um dos três partidos terá 40 inserções de 30 segundos no horário nobre entre os dias 3 e 29 de junho. Muitas poderão ser aproveitadas por Serra para manter seu nome na cabeça do eleitor.

A média móvel considera as últimas três pesquisas divulgadas pelos principais institutos. Desta vez, entraram no cálculo as pesquisas Sensus, Datafolha e Ibope.

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