Índices e noticiário confirmam: Dilma achou o fundo do poço

Jose Roberto de Toledo

31 de julho de 2013 | 19h55

A onda de má notícias que arrastou a popularidade de Dilma Rousseff por água abaixo em junho está em refluxo. Nos últimos dias, a presidente pegou carona na agenda positiva do papa, surfou nas boas novas sobre o Índice de Desenvolvimento Humano e viu os indicadores de confiança do consumidor pararem de cair (o da CNI) ou até ensaiarem uma recuperação (o da Fecomércio-SP).

A confiança do consumidor é o indicador de expectativas econômicas que mais se correlaciona com a popularidade do presidente no Brasil desde, pelo menos, o governo de Fernando Henrique Cardoso. Quando o INEC da CNI cai, a aprovação do governante de plantão acaba caindo também – e vice-versa.

É cedo para se inferir que a popularidade de Dilma vá começar a melhorar, mas esses sinais reforçam a ideia de ela bateu no fundo do poço e encontrou apoio sólido para ensaiar algum tipo de recuperação. Uma percepção positiva do noticiário é sempre fundamental para a aprovação do presidente.

Na pesquisa CNI-Ibope da semana passada, 55% dos brasileiros disseram que as notícias que haviam visto, ouvido e lido nas últimas semanas sobre o governo Dilma haviam sido mais desfavoráveis do que favoráveis, contra apenas 9% que disseram o contrário.

A imensa maioria (87%) dessas más notícias para Dilma estava relacionada aos protestos. Logo, a diminuição do tamanho e da frequência das manifestações também é boa para a presidente.

Nada disso é suficiente para garantir a recuperação da popularidade de Dilma, mesmo que em parte. Mas são condições necessárias, sem as quais dificilmente a presidente conseguirá melhorar sua imagem junto à opinião pública.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: