Ibope projeta 2º turno mais disputado desde a redemocratização

Jose Roberto de Toledo

09 de outubro de 2014 | 21h36

O empate técnico de 51% a 49% entre Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) projeta o segundo turno mais disputado entre candidatos a presidente em uma eleição no Brasil após a redemocratização. Os dois pontos que separam o tucano da petista são a menor diferença já encontrada pelo Ibope na primeira rodada de pesquisas do segundo turno presidencial desde 1989.

Em 1989, Fernando Collor (então no PRN) largou com uma boa vantagem sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na primeira pesquisa do Ibope no segundo turno: 57% a 43%. A diferença foi apertando ao longo da campanha e terminou, na urna, com Collor eleito com 53%, contra 47% dos votos válidos para Lula.

Só voltaria a haver segundo turno presidencial no Brasil 13 anos depois. Em 1994 e 1998 não houve segundo turno porque Fernando Henrique Cardoso (PSDB) atingiu maioria absoluta dos votos logo na primeira votação. O confronto mano a mano só voltaria a ocorrer em 2002. Naquela eleição, Lula largou com 2 eleitores para cada eleitor de José Serra (PSDB): 66% a 34% no primeiro Ibope. Na urna, semanas depois, diferença a ficou em 61% a 39%.

Quatro anos depois, o petista voltou a enfrentar um tucano no segundo turno da eleição presidencial. Candidato à reeleição, Lula apareceu na primeira pesquisa do Ibope com vantagem de 57% a 43% contra Geraldo Alckmin (PSDB). Na urna a diferença acabou se ampliando: 61% a 39% para Lula. O governador paulista teve menos votos no segundo do que no primeiro turno.

Em 2010, Dilma apareceu na primeira pesquisa do segundo turno feita pelo Ibope com vantagem de 55% a 45% sobre Serra. Houve algumas oscilações durante a campanha, mas a petista acabou sendo eleita por uma margem pouco mais larga: 56% a 44%.

Logo, esta primeira pesquisa Ibope no segundo turno confirma – assim como a do Datafolha – que a eleição presidencial de 2014 é a mais apertada que já houve no Brasil. Não haverá vencedores de véspera. O eleito precisará batalhar mais do que qualquer outro presidente antes dele para conquistar os votos que o elegerão.

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