Ibope: Alckmin cai 5 pontos, mas ainda seria eleito no primeiro turno em SP

Jose Roberto de Toledo

10 de setembro de 2010 | 21h26

Na disputa pelo governo de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) caiu de 51% para 46% em uma semana, segundo o Ibope. A variação, de cinco pontos, foi além da margem de erro. Mesmo assim, o tucano ainda seria eleito no primeiro turno: tem 58% dos votos válidos (62% na semana passada).

Aloizio Mercadante (PT) foi de 20% para 22% no total de votos. Celso Russomanno (PP) oscilou de 7% para 8%, Paulo Skaf (PSB) segue com 2%. Fabio Feldmann (PV) continua com 1%. Os outros candidatos não pontuaram. Há 11% de eleitores indecisos, além de 10% que pretendem anular ou votar em branco.

Na pesquisa espontânea, Alckmin foi de 28% para 27%, e Mercadante oscilou de 14% para 15%. Na simulação de segundo turno, Alckmin passou de 58% a 54%, e Mercadante, de 26% para 27%. O favoritismo de Alckmin variou dentro da margem: eram 63% e agora são 60% os que acham que ele será eleito governador.

Na disputa presidencial, apenas no Estado de São Paulo, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) oscilaram dois pontos para baixo na última semana. Ela foi de 42% para 40%, e o tucano passou de 34% para 32%. Marina Silva (PV) cresceu de 10% para 13%. E os votos em branco e nulos passaram de 5% para 8%.

Mercadante tem 44% dos eleitores de Dilma. Mas um terço de quem vota na petista ainda opta pelo tucano em São Paulo. Alckmin tem ainda 83% dos eleitores de Serra. Ele leva vantagem sobre Mercadante na proporção de dois para um entre os eleitores de Marina: 38% a 17%.

A maior parte dos eleitores paulistas não sabe o que responder sobre a gestão de Alberto Goldman como governador: 40%. Outros 36% aprovam sua administração, e 24% desaprovam.

Os paulistas que acham o governo Lula ótimo ou bom são 72%. Deles, Mercadante retira 94% dos seus eleitores. É diferente de Alckmin, que tem 30% de seus votos vindos de quem acha o governo federal regular, ruim ou péssimo.

O Ibope fez 1.806 entrevistas entre os dias 7 e 9 de setembro. A margem de erro máxima é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TRE-SP com o protocolo 83153/2010.

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