EUA querem dividir a conta da guerra na Líbia com a OTAN

Jose Roberto de Toledo

29 de março de 2011 | 03h43

Faz parte da estratégia norte-americana dividir o custo político dos ataques à Líbia com os países membros da OTAN. Se a guerra fracassar, Obama terá a desculpa de que os Estados Unidos não estavam no comando das operações.

Mas há outro motivo por trás dessa estratégia: dividir a conta da guerra. As estimativas mais conservadoras são que os ataques aéreos já custaram pelo menos US$ 450 milhões. Como é possível gastar tanto dinheiro em uma semana?

Cada missão de um caça não custa menos do que US$ 100 mil, sem contar as bombas despejadas sobre os alvos e os 4 reabastecimentos em vôo e ir à Líbia e voltar à Itália. O F-15 norte-americano que caiu custa US$ 55 milhões.

Mas o que pesa mesmo são os mísseis. Cada Tomahawk custa US$ 1,4 milhão. Já foram disparados quase 200. Só de mísseis, a conta já está em mais de US$ 250 milhões. E vai aumentar se a guerra chegar a Trípoli, onde Kadafi concentrou suas defesas.

O detalhe é que a fatura sai bem mais cara para os aliados dos norte-americanos. Os EUA compram armas aos milhares e conseguem ótimos descontos. Já França e Inglaterra, por exemplo, compram um míssil de cada vez e pagam o preço cheio de tabela. O fabricante norte-americano dos Tomahawk, a Boeing, agradece.

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