Entenda a escala de destruição dos terremotos (e por que Richter já era)

Jose Roberto de Toledo

11 de março de 2011 | 21h31

A escala moderna que mede a magnitude dos terremotos varia de 0 a 10. É uma versão atualizada da escala Richter (veja aqui que a escala que todos citam não é mais a usada pelos sismólogos ). Cada ponto na escala vale 10 vezes o anterior. Ou seja, um terremoto com 8,9 pontos, como esse no Japão, liberou quase 100 vezes mais energia do que o que matou 200 mil pessoas no Haiti no ano passado.

A maioria das imagens que vimos até agora não mostra os estragos típicos de um terremoto dessa magnitude. Isso porque o epicentro do tremor ocorreu no mar. As cenas de móveis balançando e quadros caindo das paredes são de terremotos entre 6 e 7 pontos. Num 8,9, o que se veria seriam prédios caindo, pontes desabando, a terra se abrindo e engolindo carros.

O grosso da tragédia no Japão não foi provocado pelo terremoto em si, mas pelo tsunami que ele gerou. Aí sim as cenas são dramáticas, até mais do que as de 2004. Na Tailândia e na Indonésia os vídeos mostravam a onda carregando carros entre casas. Nas cenas desta sexta-feira, o mar leva as próprias casas por quilômetros Japão adentro.

O que a escala sismológica não mede é a dimensão humana da tragédia. Essa é dada pela contagem de corpos e desabrigados. E o que determina o seu tamanho não é apenas da magnitude do terremoto, mas o grau de preparação de cada país para enfrentá-los.