Em 20 dias, Alckmin perdeu 7 pontos nos válidos; para haver 2º turno, precisa perder mais 5

Jose Roberto de Toledo

25 de setembro de 2010 | 12h32

Desde o começo de setembro os votos válidos de Geraldo Alckmin (PSDB) na disputa pelo governo paulista caíram sete pontos porcentuais. Ele começou o mês com 62%, foi a 56% na semana passada e chegou agora a 55%. Para ganhar no primeiro turno, o candidato precisa no mínimo de metade mais um dos votos válidos (aquele dados apenas a candidatos).

Ao longo de setembro, Aloizio Mercadante (PT) somou cinco pontos porcentuais aos 25% de votos válidos (excluídos os brancos/nulos/indecisos) que tinha no começo do mês. Desde a semana passada, o petista oscilou positivamente dois pontos: tinha 28% e chegou agora a 30%.

Em 2006, Mercadante teve 31,7% dos votos válidos, mas não houve segundo turno. José Serra (PSDB) foi eleito governador com 57,9% dos válidos. A diferença em relação a esta eleição é que os outros candidatos estão mais fortes do que os adversários que petistas e tucanos enfrentaram há quatro anos.

Ao longo da última, Paulo Skaf (PSB) foi de 3% para 4% dos válidos, Celso Russomanno (PP) foi de 10% para 9%. Tanto Fabio Feldmann (PV) quanto Paulo Bufalo (PSOL) continuam com 1% de votos válidos cada um.

Ao tornar públicos os resultados da votação, a Justiça eleitoral prioriza a divulgação dos votos válidos. Portanto, são os percentuais acima que devem ser comparados às urnas.

No total de votos, Alckmin permanece com os mesmos 48% da semana passada, enquanto Mercadante foi de 24% para 26%. Como a soma de votos dos adversários cresceu, o percentual de válidos do tucano oscilou um ponto para baixo.

Mesmo assim, o favoritismo de Alckmin se mantém intacto: 62% dos paulistas acreditam que ele será o próximo governador do Estado.

A pesquisa foi feita pelo Ibope entre 21 e 23 de setembro. Foram 2002 entrevistas, em 98 municípios paulistas. A margem de erro máxima estimada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. Seu registro no TSE é de número 31.800/2010. A pesquisa foi contratada pelo Estado e pela TV Globo.

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