Ditadores árabes, atenção: internet rápida ajuda, não atrapalha

Jose Roberto de Toledo

22 de fevereiro de 2011 | 14h34

Compare as velocidades médias de download nos vários países árabes. Os que têm mais problemas políticos internos, coincidentemente, têm as internets mais lentas. São os casos do Líbano, Iraque, Egito, Líbia, Síria, Jordânia, Marrocos e Bahrein.

Há uma correlação (quanto pior a navegação, mais instável a situação interna), mas obviamente não há relação de causa e efeito. Não é a falta de internet que faz as pessoas protestarem nas ruas. É a falta de pão e liberdade para reclamar.

Mas a alta velocidade da internet na por ora estável monarquia da Arábia Saudita (melhor do que a do Brasil e igual à de Israel) indica que aumentar a velocidade da transmissão de dados não é ruim para o regime.

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