Dilma e a inflação

Jose Roberto de Toledo

25 de julho de 2011 | 12h01

No encontro com colunistas de jornais na sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff deixou subentendido que pretende controlar a inflação “pero no mucho”. A alta de preços não pode ultrapassar 6% ao ano, mas, para não comprometer o crescimento da economia, o governo não fará força para trazê-la para o centro da meta, de 4,5%. É um jogo arriscado.

Em primeiro lugar, porque o governo não controla todas as variáveis. Entre as causas que, a seu ver, pressionam a inflação, a presidente citou o preço do etanol, para dizer que o problema está “minimizado”. Se está, é por pouco tempo. Vai haver quebra da safra de cana este ano e, provavelmente, no próximo. O preço do etanol vai voltar a subir.

Além disso, a inflação é um jogo de expectativas. Como todo jogo, em boa parte seu desfecho está nas mãos do acaso. Operar no limite é dar margem para o azar.

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