Dilma cresce entre os sem-candidato

Jose Roberto de Toledo

17 de fevereiro de 2010 | 20h55

A mais recente pesquisa Ibope mostra uma ascensão de Dilma Roussef, de 17% para 25%, entre novembro e fevereiro. Tudo indica que os oito pontos percentuais ganhos pela presidenciável do PT vieram, em grande parte, dos eleitores sem candidato. Os que responderam ao Ibope que não sabem em quem votar oscilaram de 12% para 9%, e os que declararam que votariam em branco ou anulariam foram de 13% para 11%.

Esses cinco pontos percentuais a menos do grupo de eleitores indecisos pode ter ido para Dilma à medida que sua imagem se populariza como candidata de Lula. Os três pontos restantes para explicar a ascensão da ministra podem ter vindo de Ciro Gomes (oscilou de 13% para 11%) e/ou de José Serra (foi de 38% para 36%). Marina Silva também ganhou: foi de 8% para 10%.

O crescimento de Dilma nas pesquisas de intenção de voto é esperado porque ela representa um governo com popularidade acima de 70%. Estranho seria o contrário, se ela continuasse abaixo de 20% apesar de todo o esforço de propaganda de Lula e do PT em torno do seu nome. Na verdade, apenas 1 cada 3 pessoas que aprovam o governo declaram voto na ministra. Daqui até a eleição ela terá que dobrar essa taxa para ter chance de bater Serra em um confronto direto.

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