As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Datafolha: paulistano não está nem aí para a eleição, ainda

Jose Roberto de Toledo

19 Junho 2012 | 10h52


José Roberto de Toledo
e
Daniel Bramatti

A pesquisa espontânea do instituto Datafolha reforça a possibilidade de polarização da disputa paulistana entre o tucano José Serra e o petista Fernando Haddad.

José Serra (PSDB) lidera com 30% de intenção de voto estimulada – quando o entrevistado vê o nome dos candidatos na cartela –, mas menos de um terço desses eleitores (9%) sabe dizer espontaneamente o nome do tucano. Serra lidera nos dois critérios, mas é também um dos líderes em rejeição: 32% não votariam nele de jeito nenhum.

Fernando Haddad, do PT, multiplicou por quatro sua intenção de voto espontânea e chegou aos mesmos 4% de Celso Russomanno (PRB). Isso é metade da intenção de voto estimulada do petista. O potencial de voto de Haddad aparece nas outras respostas espontâneas dos paulistanos sobre em quem votariam se a eleição de prefeito fosse hoje: 6% em Marta Suplicy (PT), 3% “no candidato do PT” e 1% em Lula.

Para esses 10%, teoricamente, bastaria que soubessem que Haddad é o candidato do PT e de Lula para passar a declarar voto nele. Com isso, o petista chegaria a 14% na estimulada. Já Serra teria, além dos seus 9% declarados, outro 1% dos que dizem que votariam em Geraldo Alckmin (PSDB).

Celso Russomanno (PRB) aparece em segundo lugar na estimulada, com 21%. O apresentador da Record vem se tornando mais conhecido a cada rodada de pesquisa, mas só 1 em cada 5 eleitores potenciais seus sabe dizer seu nome espontaneamente.
Gabriel Chalita (PMDB), que teve alta exposição em programas de televisão recentemente, apenas oscilou na pesquisa estimulada, de 7% para 6%.

A quatro meses da eleição, só 1 em cada 5 eleitores sabe dizer espontaneamente em quem votaria, se a eleição fosse hoje, segundo o Datafolha.

Isso significa que a eleição não está na cabeça das pessoas. Nessas circunstâncias, a intenção de voto estimulada é mais um indicador de conhecimento do que um sinal de voto determinado.

Se o eleitor não parou para pensar no assunto, é mais provável que ele mude de opinião. E isso tende a acontecer a partir do início do horário eleitoral no rádio e na TV, em agosto. Haddad e Serra terão o maior tempo de propaganda na TV.

Mais conteúdo sobre:

2012datafolhaeleiçãopesquisaSP