Corrida entra na fase final com Dilma acelerando

Jose Roberto de Toledo

31 Julho 2010 | 18h00

(texto publicado na edição impressa do Estado)

Esta corrida presidencial ocorre em três etapas. Na pré-campanha, uma desconhecida Dilma Rousseff (PT) galvanizou os eleitorados petista e lulista, viabilizou-se como candidata do governo e empatou com José Serra (PSDB), o mais conhecido dos presidenciáveis. Essa fase durou de setembro a maio.

A segunda etapa está em curso. É a da campanha aberta, mas sem palanque eletrônico permanente. Foi caracterizada até agora pelo empate técnico dos dois favoritos, com oscilações marginais provocadas por uma parte do eleitorado que é tradicionalmente pendular.

A novidade da pesquisa Ibope é que Dilma dá sinais de que pode se desgarrar e fazer uma largada “lançada” para a terceira fase da corrida: a etapa em que a propaganda compulsória no rádio e na TV leva a campanha para dentro da casa e da cabeça de todos os eleitores.

Iniciar a etapa final acelerando mais do que o adversário é uma vantagem. Mas nesta nova fase os presidenciáveis estarão superexpostos. Será uma corrida de obstáculos: os líderes correm risco de tropeçar nos debates e nas próprias palavras.

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