Confiança do consumidor melhora e segura Ibope de Dilma

Jose Roberto de Toledo

07 de agosto de 2014 | 21h49

Dilma Rousseff (PT) não cai nem sobe, mas a avaliação de seu governo está ligeiramente melhor. Estreitou de 6 para 2 pontos a diferença entre quem não aprova e quem aprova sua gestão, um empate técnico que não ocorria desde maio. Foi o bolso.

Não por coincidência, a confiança do consumidor medida pela CNI/Ibope cresceu 3% em julho – principalmente porque diminuiu o medo de aumento da inflação e do desemprego. Ainda não dá para saber, porém, se essa melhora das percepções econômicas vai se manter nos próximos três meses, vitais para a eleição.

Há sinais de que aumenta, lentamente, a concentração de eleitores nos três principais candidatos – em detrimento dos eleitores que declaram voto branco, nulo ou estão indecisos, e também dos nanicos. Isso pode ser efeito do tempo dedicado à campanha presidencial nos noticiários de televisão e ao fato de não haver mais distrações do nível da Copa do Mundo.

A chance de que haja segundo turno continua meio a meio, mas a taxa de conversão dos votos inválidos em válidos tem beneficiado mais a oposição do que Dilma. Hoje, há empate entre as intenções de voto na petista e a soma dos candidatos oposicionistas: 38% a 38%. Em abril estava 37% a 25%.

Aécio Neves (PSDB) mantém-se com dupla vantagem sobre Eduardo Campos (PSB). O mineiro segurou os 14 pontos a mais que já tinha sobre o pernambucano. Na simulação de segundo turno feita pelo Ibope, o tucano diminuiu um pouco mais a distância para Dilma, de 8 para 6 pontos.

Enquanto isso, Eduardo segue a 12 pontos da presidente. Esse número não permite projetar o que vai acontecer num eventual segundo turno, mas prejudica o discurso de Campos de que ele tem mais chances contra Dilma no turno final.

Prepondera a estabilidade, mas as mudanças sutis na pesquisa Ibope reforçam a impressão de que o eleitor está prestes a assistir um filme que já viu nas últimas cinco eleições presidenciais. Mudam os atores, mas não os papéis.