Cavalo passou arreado, mas Marina não montou

Cavalo passou arreado, mas Marina não montou

Jose Roberto de Toledo

26 de setembro de 2013 | 19h37

Marina Silva perdeu a oportunidade de se consolidar como a principal adversária de Dilma Rousseff na corrida presidencial. E não é só pela falta de partido. A ex-senadora teve seu auge de popularidade em julho, logo após os protestos em massa, mas não montou no cavalo que passava arreado em sua porta.

A perda de intenção de voto de Marina coincide com a resistência da Justiça eleitoral de conceder o registro para o seu novo partido em tempo de a Rede disputar a eleição de 2014. Caso precise se filiar a outra legenda, como o PEN, o pedágio a ser pago pela presidenciável será mais caro do que teria sido antes de a pesquisa Ibope detectar sua perda de cacife.

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Em julho, Marina havia sido a candidata que mais crescera nas pesquisas, canalizando a esperança de boa parte dos manifestantes por mudanças na política. Dois meses depois e sem um partido para chamar de seu, a presidenciável não conseguiu segurar esses novos simpatizantes em seu barco.

Isso não quer dizer Marina esteja fora do jogo presidencial. Ela ainda é a segunda colocada na pesquisa e nem Aécio Neves nem Eduardo Campos conseguiram aproveitar-se de sua queda para crescerem. Ao contrário, continuam patinando.

Por outro lado, 1 em cada 3 eleitores segue sem candidato. Esses inconformados são o alvo a ser conquistado por Marina e os demais oposicionistas. Parte deles já não rejeita Dilma como rejeitava há dois meses. Eles definirão a eleição.