Candidatos se referem muito um ao outro e falam de Petrobras e privatização

Candidatos se referem muito um ao outro e falam de Petrobras e privatização

Jose Roberto de Toledo

26 de outubro de 2010 | 14h37

Como sempre, José Serra (PSDB) foi mais desenvolto e loquaz do que Dilma Rousseff (PT) no debate, desta vez na TV Record. Mas o foco da disputa não lhe favoreceu. Afora as menções críticas que um fez ao outro, o tema mais citado no confronto não é bom para o tucano. “Petrobras”, “pré-sal”, “privatizar”, “petróleo” e “privatização” estiveram entre as palavras mais repetidas por ambos.

As 50 palavras mais repetidas por Dilma:

As 50 palavras mais repetidas por Serra:

“Dilma” foi a palavra mais citada por Serra. E a dupla de sinônimos “senhor” e “candidato” foi a que mais saiu da boca de Dilma. Nunca antes na história deste segundo turno essa coincidência tinha ocorrido (compare aqui). É o melhor indicativo de como o debate foi marcado pela tentativa recíproca de desqualificar o rival.

Em comparação ao debate da Band, quando surpreendeu pela agressividade, Dilma mudou de tática (algo que já havia ensaiado na RedeTV!). Em vez de tratar o adversário por “Serra”, procurou compensar a rispidez do conteúdo com a formalidade de tratamento, chamando-o de “candidato” e “senhor”.

Serra manteve a tática de chamar “Dilma” de “Dilma”, mas mudou a estratégia. Trocou o discurso de vítima, sua principal marca no debate da RedeTV!, pelos ataques e críticas à adversária. Mantendo o tratamento informal e soando mais ácido, às vezes irônico, o tucano correu o risco de parecer arrogante.

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