Batom e metralhadora formam última linha de defesa de Kadafi

Jose Roberto de Toledo

25 de março de 2011 | 17h24

Com a OTAN bombardeando tanques e blindados do exército líbio, os rebeldes têm mais chances de chegar perto de Muamar Kadafi. Dependendo da distância, eles vão se defrontar com um pelotão único no mundo: 40 jovens mulheres treinadas para matar ou morrer pelo ditador.

Em 1979, Kadafi montou uma academia militar só para mulheres. Dizia ser uma homenagem à mãe dele. As turmas de 100 jovens são treinadas por três anos em técnicas tão diversas quanto lutas marciais, pilotagem de caças supersônicos e operação de lança-foguetes.

As melhores alunas são destacadas para a guarda pessoal de Kadafi, em regime de dedicação exclusiva. Elas são proibidas de casar e até de ter relações sexuais.

Chefes de estado que visitaram a Líbia já se surpreenderam com a imagem de um batalhão de jovens em roupas camufladas, salto alto, maquiagem e metralhadora na mão. Alguns ficaram mais entusiasmados do que outros.

Embora pareça apenas propaganda, as assassinas de batom, como a imprensa ocidental batizou o grupo, demonstraram mais lealdade a Kadafi do que muitos dos seus diplomatas e até alguns parentes, que já se bandearam para a oposição. Em 1998, uma delas, chamada Aisha se jogou na frente de uma saraivada de balas destinadas ao ditador. Aisha morreu e outras duas guarda-costas ficaram feridas, mas Kadafi, graças à devoção e coragem delas, saiu ileso.

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