Autor do “É a economia, estúpido” sugere a Obama o caminho seguido por Dilma: demita!

Jose Roberto de Toledo

16 Setembro 2011 | 15h20

Qual a melhor tática? Segurar seus auxiliares a qualquer custo, ou passar recibo e trocar metade do time logo de cara? Barack Obama e Dilma Rousseff seguem vias opostas no seu jeito de governar. A julgar pelo que escreveu hoje o mais famoso estrategista eleitoral do Partido Democrata, o de Obama não é o melhor caminho.

James Carville garantiu seu lugar no panteão das citações universais ao cunhar a frase “É a economia, estúpido!” -escrita num quadro de avisos da bem sucedida campanha de Bill Clinton. Nesta sexta, no site da CNN, ele grita para Obama: “Entre em pânico! Demita um monte de gente!”.

A pouco menos de um ano de tentar a reeleição, o presidente norte-americano está no ponto mais baixo de sua avaliação. Só não está pior do que Jimmy Carter estava a esta altura do mandato. Mas Carville dá a entender que se Obama não se mexer logo, pode repetir o único presidente democrata que não se reelegeu desde a Segunda Guerra Mundial.

“Chegou a hora de mudar totalmente de rumo”, escreveu Carville, para Obama, antes de enumerar as demissões promovidas por Clinton em 1994 e por Ronald Reagan em 1980. Se soubesse, talvez tivesse mencionado também os cinco ministros e sabe-se-lá-quantos subalternos já detonados por Dilma em oito meses de governo.

Carville tem razão quando afirma que Obama mantém os mesmos conselheiros políticos e econômicos que enfiaram os EUA na crise econômico-financeira que o país vive desde 2008. Quem assistiu ao oscarizado documentário “Inside Job” sabe que a Casa Branca mudou de inquilino, mas os comandantes da economia norte-americana continuam os mesmos e fazendo a mesma coisa.

O estrategista vai além e recomenda ao presidente norte-americano que indicie alguém pela crise financeira do país. Diz até para Obama demitir o procurador-geral, Eric Holder, que, apesar de amigo do presidente, não está sendo capaz de responsabilizar judicialmente os culpados pela crise. Troque “crise financeira” por “corrupção” e o conselho vale para Dilma também.

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