As 50 palavras mais faladas por Serra, Marina e Plínio durante o debate Estadão/Gazeta

As 50 palavras mais faladas por Serra, Marina e Plínio durante o debate Estadão/Gazeta

Jose Roberto de Toledo

09 de setembro de 2010 | 14h05

É o que se poderia chamar de “apanhar calada”. Dilma Rousseff (PT), ou sua ausência, foi o principal assunto do debate promovido pelo Estado e pela TV Gazeta na noite de quarta-feira. Seu nome foi citado 12 vezes pelos adversários, sem contar as menções indiretas, como “moça” (usada 7 vezes por Plínio de Arruda Sampaio) e “candidata” (empregada 6 vezes por José Serra e uma vez cada por Plínio e Marina Silva).

Ao todo, foram mais de 30 referências à candidata de Lula -nenhuma delas elogiosa. “Blefe”, por exemplo, foi uma das definições de Dilma cunhada por Plínio. O candidato do PSOL foi quem bateu mais duro na petista. Para ele, Dilma “não é do ramo”, “foi inventada”, “é uma invenção marqueteira”, “vai sempre com os capangas atrás”.

Serra também tirou sua casquinha: “Dilma foge ao debate”, ela “tem dificuldade para explicar com franqueza o que pensa”, tem Fernando Collor como cabo eleitoral, aumentou imposto sobre energia elétrica, “o PT, da candidata Dilma, tem estado por trás desses vazamentos (de impostos e contas bancárias)”, ela “terceiriza até o debate (é o presidente do partido e o presidente da República que falam por ela)”.

Marina pegou mais leve nas palavras (“a Dilma não respeitou nossas presenças” no debate), mas foi incisiva na crítica ao pronunciamento de Lula na propaganda de Dilma para defendê-la das acusações de violação de sigilo fiscal de aliados e familiares de Serra: “O presidente da República vem a público para dizer que as vítimas não têm nenhuma importância e sai apenas na defesa da sua candidata.”

A audiência do debate foi pequena, porque a transmissão da Gazeta tem uma abrangência muito limitada. Mas os efeitos da pancadaria verbal contra Dilma se multiplicaram pela internet, nas redes sociais e blogs. Pode-se argumentar que são apenas os adversários falando para adversários, uma pregação para eleitores já convertidos. Pode ser, mas a fuga do debate será explorada pelos rivas nos próximos encontros entre eles. E Dilma se verá novamente na defensiva, tendo que justificar seus atos e omissões.

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José Serra, além de criticar a principal adversária repetidamente, falou de “saúde”, “segurança”, “trabalho” e, com menor ênfase, de “educação” e “impostos”. Ou seja, ficou dentro do discurso típico de sua campanha. Levou ao pé da letra o ditado de que “política é a arte da repetição”. Ao mencionar o vazamento de dados pessoais de seus familiares, Serra não mostrou a mesma indignação exibida ao abordar o tema em sua propaganda. Quando terá sido mais sincero? Eis o que ele disse:

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Marina Silva incorreu na prática de sempre, e pareceu falar de um tema só, com diferentes palavras: “meio ambiente”, “ambiental”, “saneamento”, “licenciamento”, “florestas”, “naturais”, “esgoto tratado”. Mesmo quando falou de “desenvolvimento”, foi para tentar conciliá-lo com sustentabilidade. Seu momento alto foi quando criticou o governo Lula demonstrando indignação. Ainda esboçou um embate com Serra, mas não passou do esboço. Eis o que ela falou:

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Plínio Sampaio manteve o papel de franco atirador. Como de hábito, foi o mais engraçado. Arrancou risos e até aplausos da plateia em mais de uma ocasião. Criticou Dilma, Lula e, com menos frequência, Serra e Marina (“tudo farinha do mesmo saco”). Falou de “educação pública”, de “igualdade” e, para rebater as “cifras” de Dilma (“são enganação”), enumerou as suas próprias, todas negativas para o governo federal. Nesse ponto, limitou seu eleitorado a quem acha “que está tudo errado”. Eis suas palavras:

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