Sem quorum, votação de Cunha pode ficar para terça

Vera Magalhães

08 de setembro de 2016 | 08h35

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não vai arriscar: se houver quorum inferior a 400 deputados na segunda-feira, quando está marcada a sessão para votar a cassação do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a discussão será adiada para terça-feira.

A estratégia dos aliados de Cunha, diante da dificuldade de persuadir deputados a votarem contra a cassação, é convencê-los a não comparecer à Câmara no dia 12.

Mesmo isso será difícil: parlamentares relatam enorme pressão para estarem em Brasília no dia marcado. Assim, os partidários do ex-presidente da Câmara tentam uma última alternativa: a de que os deputados, mesmo estando em Brasília, demorem a registrar presença na Casa, numa tentativa de esvaziar a sessão.

Ciente das manobras, Maia pediu aos líderes partidários que assumam a responsabilidade pela presença dos deputados. Se ainda assim o quorum for muito próximo da margem de segurança imaginada para assegurar que haja 257 votos pela perda do mandato, a saída será o adiamento.

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