Temer elogia tom ‘equilibrado’ de Trump e governo vê pouca mudança para o Brasil

Vera Magalhães

09 de novembro de 2016 | 08h47

O presidente Michel Temer irá parabenizar ainda nesta quarta-feira o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Temer ressaltou as fortes relações institucionais entre os dois países e elogiou o tom equilibrado do primeiro discurso do republicano após a confirmação do resultado.

Não se sabe ainda se a manifestação do presidente se dará por meio de nota oficial ou numa declaração na sala de briefing da presidência. Ele falará às 9h à rádio Itatiaia. Pode ser que dê na entrevista sua primeira declaração sobre o assunto.

Os principais auxiliares do presidente evitaram analisar mais profundamente a eleição de Trump para a Presidência dos Estados Unidos nas primeiras horas desta manhã.

A possibilidade de vitória de Trump já foi tema de uma conversa entre o presidente e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Henrique Meirelles (Fazenda), que estavam reunidos no Palácio do Planalto até depois da meia-noite desta quarta-feira tratando dos últimos ajustes no texto da reforma da Previdência.

Ali, segundo relatos, já estava ficando claro que as projeções das pesquisas não se confirmariam em Estados como a Flórida. Temer recebia informes do Itamaraty e da embaixada do Brasil em Washington.

A primeira reação será de cautela: a ordem é deixar a repercussão do assunto para o Itamaraty.

O discurso inicial da equipe de Temer é que, para a relação do Brasil e dos Estados Unidos pouca coisa deve mudar. Auxiliares de Temer diziam agora pela manhã que os EUA são o mais importante parceiro comercial do Brasil e essas relações continuarão sólidas independentemente de quem ocupe a presidência.

Os ministros também não acreditam no recrudescimento da política americana na concessão de vistos de entrada nos EUA a brasileiros, por exemplo. Dizem que isso pode ter sido um arroubo de campanha e que, no comando do país, Trump terá de ser bem mais comedido.

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.