Plano de segurança terá reforço de operação nas fronteiras

Vera Magalhães

05 de janeiro de 2017 | 08h45

O novo Plano Nacional de Segurança, que será objeto de reunião interministerial nesta quinta-feira e deve ser lançado até o fim do mês, vai reforçar a atuação federal nas fronteiras como forma de combater o fortalecimento de facções criminosas que disputam o domínio do tráfico de drogas e armas com países vizinhos ao Brasil.

O ministro Raul Jungamann (Defesa) disse que a Operação Ágata, que reúne vários ministérios, órgãos como Ibama e Polícia Federal e forças de seguranças dos países vizinhos e normalmente é realizada uma vez por ano, se tornará contínua, realizada periodicamente o ano todo.

Segundo Jungmann, no formato atual a iniciativa tem tido “eficácia decrescente”, porque, como era realizada anualmente em data previsível, os grupos que atuam no tráfico se “retraíam” quando a operação saía a campo.

Ele disse que a mudança vem sendo elaborada em conjunto com o Itamaraty e lembrou que o ministro José Serra há dois meses promoveu uma reunião com governos do Cone Sul para discutir ações de repressão ao crime organizado nas fronteiras.

Jungmann também afirmou que o plano de segurança terá ênfase no reforço ao serviço de inteligência e de uso de equipamentos como radares móveis, satélites e tropas.

O presidente Michel Temer falará na abertura da reunião ministerial para tratar do massacre de 56 presos em Manaus. Não se sabe ainda se a fala será aberta à imprensa. O governo hesita em “levar para o colo” de Temer, nas palavras de um auxiliar, um problema que o Planalto prefere debitar na conta da segurança do Estado.

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