Ministros-deputados vão reassumir mandatos para votar contra denúncia

Vera Magalhães

01 Agosto 2017 | 11h33

Pelo menos 11 dos 12 ministros de Estado que são deputados federais reassumirão amanhã seus mandatos às 9h para votar pelo arquivamento da denúncia contra o presidente Michel Temer.

A exceção deverá ser o titular da Saúde, Ricardo Barros, que tem compromissos da pasta.

São eles: Bruno Araujo (Cidades), Antonio Imbassahy (Governo), Raul Jungmann (Defesa), Mendonça Filho (Educação), Fernando Bezerra Coelho Filho (Integração), Sarney Filho (Meio Ambiente), Ronaldo Nogueira (Trabalho), Osmar Terra (Desenvolvimento Social), Marx Beltrão (Turismo), Leonardo Picciani (Esporte) e Mauricio Quintella (Transportes).

A ideia é que eles cheguem à Câmara juntos, acompanhados pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que vai coordenar a estratégia do governo no plenário.

A ideia de colocar os ministros na Câmara, mais que evitar eventuais traições dos suplentes, é passar a imagem de união do governo em defesa do presidente.

Além disso, por serem parlamentares experientes, os ministros podem ajudar a comandar a mobilização para a obtenção do quorum de 342 votantes.

Pelos cálculos do governo, Temer tem hoje entre 215 e 250 votos entre deputados dispostos a apoiá-lo abertamente ou a se abster. A maior dificuldade é assegurar o quorum, tanto por parte de aliados que não querem se expor diante das bases quanto da oposição, que se divide entre partir para o enfrentamento agora ou manter o governo sangrando por mais algumas semanas.