Mentira em nota oficial pode ser gota d’água para Temer

Vera Magalhães

18 de maio de 2017 | 14h12

Partidos aliados que já ensaiam o desembarque em conjunto do governo Michel Temer dizem que a gota d’água para tornar o presidente insustentável no cargo pode vir ainda hoje, caso os audios das conversas de Temer com Joesley Batista comprovem que, além de cometer crimes como obstrução de Justiça e vazamento de informações privilegiadas, ele ainda mentiu em nota oficial ao negar o conteúdo das conversas.

Partidos como PPS, DEM e PSD, e o PSDB, também frontalmente envolvido na nova fase da Lava Jato, aguardam a decisão de Edson Fachin sobre o levantamento do sigilo das delações da JBS para começar o ritual de saída do governo e entrega dos cargos.

Tão logo seja deflagrado este processo, avaliam assessores de Temer, ficará difícil a ele se manter no cargo. Ele pode insistir em permanecer e enfrentar processos de impeachment e de cassação, tendo praticamente apenas o PMDB como esteio, para não perder o foro privilegiado de cara.

Será difícil também manter integrantes da equipe econômica, como o ministro Henrique Meirelles e Ilan Godfajn, do Banco Central, ou presidentes de empresas e autarquias como a Petrobras, Pedro Parente, e o BNDES, Maria Silvia Bastos, diante do derretimento da credibilidade do governo.

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