Ex-governador tucano chama de ‘fantasia’ proposta de Doria para a saúde

Vera Magalhães

07 de setembro de 2016 | 09h11

O ex-governador tucano de São Paulo Alberto Goldman postou um vídeo em seu blog em que chama de “fantasia” a proposta do candidato de seu partido à prefeitura de São Paulo, João Doria Jr., de criar os chamados “corujões da saúde”.

Pela proposta, que tem sido martelada por Doria na propaganda eleitoral, a prefeitura faria convênios com hospitais privados para utilizar sua estrutura durante a madrugada, quando equipamentos de exames e ambulatórios ficam ociosos.

Goldman repete a palavra “fantasia” muitas vezes. Diz que o custo da proposta seria “imenso”, pois os convênios seriam “muito caros”, já que a prefeitura teria de pagar equipes. “Isso é irreal, a prefeitura não terá recursos disponíveis para isso”.

Além disso, ele critica a ideia de que pessoas que “trabalharam o dia todo” tenham de se deslocar de madrugada para hospitais. Afirma que haveria problemas de deslocamento e risco à segurança.

“Vende-se novamente uma fantasia para São Paulo”, repete Goldman, comparando a ideia de Doria à do arco do futuro de Fernando Haddad em 2012, que não saiu do papel.

No video, Goldman ainda critica Doria por ser vendido como o “novo”. Compara o candidato do seu partido a Haddad e Dilma Rousseff, lançados dessa maneira por Lula. “Deu no que deu”, diz o ex-governador tucano.

Ligado a José Serra e Andrea Matarazzo, Goldman tem sido um ferrenho opositor interno à candidatura de Doria, cujo principal patrono foi o governador Geraldo Alckmin.

As tentativas até agora para que a ala serrista do PSDB se engajasse na campanha de Doria fracassaram: Serra se recusa a gravar para a propaganda e a participar de atos da campanha.

Derrotado nas prévias para a escolha do candidato a prefeito, Matarazzo deixou o PSDB, se filiou ao PSD e depois desistiu de se candidatar para ser vice de Marta Suplicy (PMDB). A expectativa de que os serristas liderassem uma dissidência aberta e anunciassem voto na chapa Marta-Matarazzo, no entanto, ainda não se concretizou.

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