Em jantar, líderes prometem apoio a teto de gastos

Vera Magalhães

28 de setembro de 2016 | 08h10

Os líderes dos partidos que integram a base do presidente Michel Temer prometeram dar apoio à aprovação da proposta de emenda constitucional que fixa um limite de gastos pela União, já em tramitação na Casa.

A PEC do teto de gastos limita as despesas primárias da União aos gastos do ano anterior corrigidos pela inflação oficial (IPCA). A cada ano, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) vai definir, com base na regra, o limite orçamentário dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, Ministério Público Federal da União (MPU) e Defensoria Pública da União (DPU). A regra deverá vigorar por 20 anos.

Temer abriu o jantar, que marcou a “inauguração” do Palácio da Alvorada sob nova direção, dizendo que o projeto do teto não era do governo ou do Congresso, “mas do Brasil”. “O governo entra com o pé direito no Alvorada para tratar dos interesses do país”, disse o presidente, diante de ministros e líderes partidários. Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Renan Calheiros, também compareceram.

Depois de Temer e ainda antes do jantar, houve uma apresentação em power point da proposta do teto, feita pelo titular da Casa Civil, Eliseu Padilha. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, falou em seguida, sobre os aspectos mais técnicos da proposta e as projeções de seu impacto nas contas públicas.

Depois, falaram os deputados Darcísio Perondi (PMDB-RS) e Danilo Fortes (PSB-CE), ambos a favor da proposta. “Não tem saída. É isso ou a bancarrota, a quebradeira”, disse Perondi.

Nas suas falas, Padilha e Meirelles tentaram dissipar a preocupação de que haverá redução de gastos em saúde e educação caso a medida seja aprovada. Os titulares das duas pastas, Ricardo Barros e Mendonça Filho, participaram do jantar para ajudar no convencimento.

Só depois disso foi servido o jantar: camarão ao molho bechamel, frango e filé ao molho de funghi, que não empolgaram os comensais. A expectativa da estreia de Marcela Temer como anfitriã foi frustrada: a primeira-dama não participou da abertura do Alvorada ao novo regime.

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