Carlos Sampaio nega articulação para anistia a caixa 2

Vera Magalhães

20 de setembro de 2016 | 13h45

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) negou nesta terça-feira que tenha sido um dos articuladores da tentativa de votar na Câmara uma nova tipificação para o crime de caixa dois, com anistia para políticos que tenham incorrido na prática antes da nova legislação.

Sampaio é citado por políticos de vários partidos, inclusive vários líderes partidários, como um dos mentores da ideia de destacar a proposta que tipifica o caixa dois do pacote do Ministério Público com dez medidas de combate à corrupção para que fosse votado antes.

Ao blog, ele disse que foi procurado desde quinta-feira passada por deputados de vários partidos — cujo nome não quis revelar, porque disse que lhe pediram sigilo — que queriam consultá-lo se a proposta do MPF, tal como estava redigida, anistiava quem cometeu o crime de caixa 2 antes.

Ele teria dito que a proposta não fala em anistia, mas que para os crimes cometidos antes continuaria valendo o que diz o artigo  da lei, que fala sobre caixa dois e não estabelece punição. O deputado lembrou ao blog que, até hoje, só há um caso de político punido por caixa dois.

Ainda assim, ele nega que tenha participado da tentativa de se votar uma emenda explicitando a anistia para crimes anteriores.

“Este não é um assunto que eu trato às escuras. Todos sabem da minha atuação na comissão que discute as dez medidas de combate à corrupção. É evidente que há uma falha brutal na legislação sobre caixa dois. O que mais ouço é que vai haver mais caixa dois agora do que em eleições anteriores”, disse o tucano ao blog.

“A única coisa sobre a qual fui consultado era se valeria só daqui para a frente ou também para trás”, diz ele.

 

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