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Vítimas da repressão poderão assistir depoimento de Ustra

Roldão Arruda

08 de maio de 2013 | 19h04

A Comissão Nacional da Verdade decidiu abrir para o público a sessão em que tomará o depoimento do coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, na sexta-feira, 10, em Brasília. A decisão abre caminho para que ex-presos políticos, pessoas torturadas e familiares de mortos e desaparecidos nos anos da ditadura militar possam assistir ao depoimento. A presença do militar, porém, ainda não está confirmada.

Ustra comandou, entre 1970 e 1974, um dos principais centros da repressão política do País, o Destacamento de Operações e Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) do 2.º Exército, em São Paulo. O nome dele é um dos mais citados em denúncias de violações de direitos humanos no período ditatorial.

No mesmo dia também será ouvido o ex-sargento Marival Chaves, que atuou na mesma instituição militar. O depoimento de Marival, que já compareceu espontaneamente perante a comissão em outras duas ocasiões, deverá abrir a sessão, às 8h30, no auditório do Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília. O encontro com Ustra está agendado para as 10 horas.

As convocações para Ustra e Chaves foram entregue em mãos pela Polícia Federal e os dois assinaram a confirmação de recebimento. De acordo com a lei que criou a comissão, ela tem poderes para convocar as pessoas que podem ajudar a esclarecer os fatos investigados. Não se sabe até agora, porém, se o coronel vai comparecer.

A assessoria da comissão divulgou ontem que, além de Chaves e de Ustra, já foram convocados 15 agentes de Estado que atuavam na área da repressão para prestar depoimento. Desse grupo, 11 já testemunharam e quatro não compareceram, dois deles por motivos de saúde. Um terceiro convocado faleceu e o quarto não foi localizado.

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