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Um capítulo gay no relatório da Comissão da Verdade?

Roldão Arruda

24 de agosto de 2012 | 22h29

A repressão aos homossexuais pode ter um capítulo especial no relatório da Comissão Nacional da Verdade sobre violações de direitos humanos no regime militar. Nos últimos dias, grupos favoráveis à ideia começaram a se organizar para a coleta de material sobre o tema. Extraoficialmente, porém, já receberam a informação de que a ideia não encontra receptividade entre os integrantes da comissão.

Entre os assuntos que estavam na mira dos pesquisadores destaca-se o caso do delegado José Wilson Richetti. Ele se tornou famoso, no final da década de 1970, por perseguir travestis que se prostituíam na região central da cidade.

Richetti e seus policiais promoviam verdadeiros arrastões, empilhando os trabalhadores do sexo no fundo de peruas e camburões. A violência causou protestos e deu origem a uma marcha de protesto, a primeira marcha gay da cidade, no dia 13 de julho de 1980. Ainda sob o regime militar, foi a precursora da Parada Gay.

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