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“Só vai sobreviver quem interagir”, diz especialista da Igreja em debate sobre redes sociais e evangelização

Roldão Arruda

29 de maio de 2012 | 13h20

O crescimento das redes sociais chama a atenção da Igreja Católica e provoca debates sobre o seu uso na evangelização. Em recente seminário sobre o tema, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foram apresentadas pesquisas que dizem o seguinte: um em cada três brasileiros está conectado à Internet; os conectados gastam em média 23 horas e 12 minutos ao mês com a rede; e 79% deles utilizam redes sociais, o que representa 55 milhões de pessoas.

Durante o encontro, segundo relato da assessoria de imprensa da CNBB,  o padre Antônio Spadaro, jesuíta que faz parte do Conselho para as Comunicações Sociais, assinalou que as mídias sociais não são mais um meio de comunicação, mas lugar de comunicação. “Um lugar que nos permite existir no mundo digital”, disse.

Na avaliação de Spadaro, o elemento essencial nas redes é a possibilidade de relacionar-se, ou, como se diz, interargir. “É justamente por isso que muitos canais de televisão estão morrendo pois, os únicos canais que sobreviverão serão aqueles que criarem a capacidade de interagir com o público”, afirmou. “A lógica das redes sociais nos faz compreender que o conteúdo oferecido está sempre ligado à pessoa que o oferece, não existindo assim comunicação neutra, ela sempre será parcial.”

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