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Relatório aponta 310 assassinatos por homofobia em 2013. Maioria das vítimas era jovem

Roldão Arruda

14 de fevereiro de 2014 | 00h11

O Grupo Gay da Bahia (GGB) acaba de divulgar mais uma edição de seu Relatório Anual de Assassinato de Homossexuais no Brasil. Os números apontam a ocorrência de 310 assassinatos de gays, travestis e lésbicas em 2013. Isso representa uma média de um assassinato a cada 28 horas.

Houve um decréscimo de 7,7% em relação aos números de 2012. Quando se considera, porém, os três anos do mandato da presidente Dilma Rousseff, ocorreu um aumento de 14,7%.

Segundo o GGB, os governos federal e dos Estados continuam falhando em sua tarefa de garantir a segurança da comunidade LGBT. O texto também cita a impunidade: de cada dez casos de assassinato, apenas 3 tiveram os autores identificados.

A maioria das vítimas eram jovens. Segundo o relatório, 55% tinham idade entre 20 e 40 anos. A vítima mais jovem foi uma travesti de 13 anos, assassinada em Macaíbas, Rio Grande do Norte.

A Região Nordeste é a mais violenta de todas, com 43% do total dos casos. Pernambuco continua sendo o Estado onde mais pessoas da comunidade LGBT são assassinadas. Em 2013 foram 34 vítimas, para uma população de 9 milhões de habitantes.

O relatório inclui na lista de assassinatos os casos de suicidas gays. Foram 10 em 2013. Eles não teriam suportado a pressão homofóbica. 

Em São Luís, um rapaz de 16 anos enforcou-se no interior do apartamento onde morava porque seus pais não teriam aceitado sua condição de homossexual.

Segundo o coordenador da pesquisa, professor Luiz Mott, antropólogo da Universidade Federal da Bahia, os números ainda não refletem toda a violência homofóbica. “A  subnotificação destes crimes é notória”, afirma. “Os números representam apenas a ponta de um iceberg de violência e sangue, já que nosso banco de dados é construído a partir de notícias de jornal, internet e informações enviadas pelas Ongs LGBT.”

A íntegra do relatório pode ser lida 

Documento

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