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Para evitar mais desgaste, PT vai reassumir presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara

Roldão Arruda

18 de fevereiro de 2014 | 16h30

Em reunião de líderes realizada hoje na Câmara, ficou acertado que o PT voltará a presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias. O acerto ainda deve ser oficializado pelo presidente da Casa, Henrique Alves (PMDB-RN), mas dificilmente haverá mudança. A informação já está no site da instituição.

Segundo informações do líder da bancada, deputado Vicentinho (SP), o PT quer evitar novo desgaste político. No ano passado, nas negociações entre líderes, o partido acabou deixando de lado a presidência da Comissão de Direitos Humanos. Ela foi então reivindicada pelo PSC, o partido do deputado e pastor evangélico Marco Feliciano (SP).

Apesar de pouco afeito aos temas da comissão, especialmente aqueles ligados a direitos das minorias, o pastor assumiu a presidência. Acabou sendo alvo de intensas críticas de organizações de direitos humanos. Todas elas respingaram no PT.

A situação neste ano poderia ser pior. Um dos deputados que pleiteavam a presidência da Comissão era o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), que não tem nenhuma identificação com os temas ali abordados.

Para contemplar o PSC de Feliciano, os líderes decidiram criar uma nova comissão, dividindo a Comissão de Desporto e Turismo. O PP de Bolsonaro deverá ficar com Trabalho e Transporte.

A bancada petista deve se reunir no começo da noite. Um dos temas da pauta é a escolha do nome do deputado que irá presidir a comissão. Os deputados Nilmário Miranda (MG), que já chefiou a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, e Érika Kokay, do Distrito Federal, são os mais cotados.

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