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Presídios paulistas são medievais, dizem ONGs

Roldão Arruda

04 de dezembro de 2012 | 21h12

Três organizações que atuam na área de defesa dos direitos humanos acabam de pedir uma reunião com o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Querem uma oportunidade para discutir a questão do sistema carcerário no Estado.

De acordo com os representantes das organizações, os presídios de São Paulo, que abrigam 40% da população carcerária do País, vivem uma situação medieval, com constantes violações de direitos humanos. Ele também afirmam que nunca se prendeu tanto no Estado como agora. A população carcerária dobrou de 2001 até 2012.

“Todas as instâncias do governo estadual devem abrir com urgência canais de comunicação com a sociedade civil, adotando como norma uma postura mais transparente e pró-ativa que possibilite a prestação regular de contas sobre as violações a direitos no sistema penitenciário paulista, o atual recrudescimento da violência, e a relação entre eles”, diz a carta entregue ao governador, com o pedido de audiência.

O documento é assinado pelas organizações Conectas, Instituto de Defesa do Direito de Defesa e Associação pela Reforma Prisional.

Esta é a segunda vez na semana que o governo paulista é criticado pela situação dos presídios. Na segunda, 3, a Pastoral Carcerária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) já havia divulgado nota pública repudiando a política estadual nesta área.

A íntegra da carta ao governador pode ser lida

Documento

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