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Juíza determina mudança no atestado de óbito de Vannuchi Leme, morto sob tortura 40 anos atrás

Roldão Arruda

17 Dezembro 2013 | 22h37

O atestado de óbito do estudante Alexandre Vannuchi Leme vai ser modificado. O novo documento passará a atestar que ele foi morto por lesões decorrentes de torturas e maus-tratos sofridos quando se encontrava nas dependências do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo.

Alexandre estudava geologia na Universidade de São Paulo (USP) e era militante da Aliança Libertadora Nacional (ALN). Em março de 1973 foi detido na Cidade Universitária por agentes da repressão da ditadura e levado ao DOI-Codi. Segundo informações de presos políticos, morreu sob tortura.

As autoridades da época negaram. Disseram que foi atropelado por um caminhão quando tentava fugir. O atestado de óbito confirmou a versão oficial e deu como causa da morte “lesão traumática crânio-encefálica”.

O pedido de retificação foi feito pela Comissão Nacional da Verdade (CNV), após solicitação da família. A juíza Renata Mota Maciel Madeira Dezem, da 2ª Vara de Registros Públicos da Capital, acolheu a manifestação e determinou a mudança.

Alexandre tinha 22 anos quando foi morto. Em março deste ano, no 40.º aniversário de sua morte, durante missa celebrada na Catedral da Sé, o bispo emérito Angélico Bernardino Sândalo sugeriu a mudança do nome da Rodovia Castelo Branco (SP-280), que liga São Paulo à região oeste do Estado.

Para o bispo, em vez de continuar ostentando o nome do primeiro presidente da ditadura imposta pelo golpe militar de 1964, ela deveria passar a se chamar Alexandre Vannuchi Leme. 

 Sorocaba, localizada a 100 km de São Paulo, é a cidade natal de Alexandre.

Com informações da Agência Brasil

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