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Operação Condor foi criada no Brasil, diz ativista

Roldão Arruda

21 de novembro de 2012 | 19h28

A Operação Condor, nome dado a conexão formada entre regimes militares da América Latina para perseguir e matar dissidentes políticos, nasceu no Brasil. Essa é uma das teses que o ativista de direitos humanos Jair Krischke deverá defender em seu depoimento à Comissão Nacional da Verdade, no próximo dia 26, em Brasília.

Na audiência, o ativista deve entregar aos membros da comissão documentos inéditos do acervo do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, que tem sede em Porto Alegre e funciona desde 1979. Boa parte deles trata da Operação Condor, que, na década de 1970, reuniu forças dos regimes autoritários que então imperavam nos países do Cone Sul: Uruguai, Argentina, Chile, Paraguai, Bolívia e Brasil.

Segundo Krischke, a primeira ação dessa espécie de transnacional da repressão ocorreu em Buenos Aires, ainda em 1970, com a participação do Brasil. Ele pretende entregar à comissão a lista oficial, fornecida por autoridades de Buenos Aires, com os nomes dos brasileiros ou descendentes desaparecidos na Argentina por ações combinadas da repressão dos dois países.

Faz parte de lista de documentos a serem entregues um relato produzido no DOPS de São Paulo, detalhando uma operação realizada na capital paulista, em 1976. Um outro documento, sobre a prisão de um militante uruguaio no Brasil, dá a seguinte informação: “Preso pelo Exército brasileiro e entregue a polícia do Uruguai contra recibo”.

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