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O massacre do Carandiru em debate, vinte anos depois

Roldão Arruda

24 de abril de 2012 | 12h49

  No dia 2 de outubro de 1992, a Polícia Militar de São Paulo foi autorizada a invadir a Casa de Detenção, o Carandiru. A operação, destinada a conter uma rebelião de presos, resultou num massacre, que entrou para a história como a Chacina do Carandiru. De acordo com os números oficiais, foram mortos 111 detentos. Relatos dos prisioneiros falam numa quantidade maior, como anotou o médico Drauzio Varella no livro Estação Carandiru: “Os presos afirmam que foram 250, contados os que saíram feridos e que nunca retornaram”.

Passados 20 anos, nenhuma autoridade foi responsabilizada. Para relembrar o episódio, a Direito GV – a escola de direito da Fundação Getúlio Vargas – promove amanhã o encontro 20 Anos de Massacre do Carandiru: Memória e Sociedade. Segundo o material de divulgação, o encontro servirá para discutir “as políticas de extermínio e de encarceramento em massa” que ainda hoje seriam predominantes no poder público.

 Outros debates deverão ser realizados nos próximos meses para relembrar o massacre. A Direito GV está organizando um segundo encontro, mais amplo, para o dia 2 de outubro.

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