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Associações indígenas e ONGs querem intervenção federal em Mato Grosso do Sul

Roldão Arruda

25 de novembro de 2013 | 18h51

Aumentou nos últimos dias o nível de tensão entre grupos indígenas e produtores rurais de Mato Grosso do Sul, por causa de disputas fundiárias. Declarações belicosas e ameaças estão se tornando tão frequentes que um grupo de organizações indígenas e indigenistas quer a imediata intervenção federal no Estado. O pedido foi encaminhado à presidente Dilma Rousseff, na sexta-feira, por meio de carta aberta.

O documento foi assinado por 17 organizações, encabeçadas pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). De acordo com o texto, em nome da defesa de suas propriedades contra invasões, chamada de resistência, os produtores rurais estariam organizando milícias particulares, o que atentaria contra o Estado de Direito.

Ainda de acordo com o texto, o objetivo real dos proprietários seria impedir a demarcação das terras indígenas. “É contra a realização de laudos e perícias pela Funai (Fundação Nacional do Índio). É contra a organização política dos indígenas, que avançam na retomada de seus territórios tradicionais, frente à morosidade do Estado e da Justiça, de toda a violência que vem sofrendo, das mãos das forças policiais estaduais e federais, e das seguranças privadas ‘legais’ ou ilegais que atuam na região”, diz o documento. “A dita ‘resistência’ é, a rigor, contra a vida destas pessoas.”

A íntegra da Carta Aberta pode ser lida no site do Instituto Socioambiental, organização que também é signatária. Para ter acesso, clique aqui.

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