No Incra, grevistas rejeitam proposta e governo endurece
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No Incra, grevistas rejeitam proposta e governo endurece

Roldão Arruda

27 de agosto de 2012 | 22h06

A greve do Incra, que completou 70 dias nesta segunda-feira, 27, vai prosseguir. Em assembleias realizadas nos Estados, os funcionários da autarquia decidiram recusar a proposta de reajuste apresentada no domingo pelo governo.

“A proposta não atende às reivindicações do movimento grevista”, explicou o diretor da Confederação de Associações de Servidores do Incra (Cnasi), Reginaldo Aguiar.

Com a decisão, a greve caminha para o  impasse. Ao apresentar a tabela com a proposta de reajustes, o governo  havia anunciado que seria a última deste ano. Outro fator que agrava a situação é a decisão do presidente do Incra, Carlos Guedes, de cortar o ponto dos funcionários que não comparecerem ao serviço.

O corte atingiu inicialmente um grupo de 73 servidores de Brasília. O comando nacional da greve divulgou uma nota de repúdio, na qual afirma que a decisão afronta a Constituição.

A tabela do governo com as propostas de reajustes variava de 16% a 30%. Eles seriam concedidos em partes, entrando em vigor nos meses de janeiro de  2013, 2014 e 2015.

O Incra enfrenta problemas de funcionamento desde o início do ano. Já sofreu contingenciamento de verbas, troca de presidente, disputas políticas, paralisações parciais e, agora, uma longa greve.

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