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MST mobiliza forças em defesa de Chávez e ataca “império”

Roldão Arruda

29 de julho de 2012 | 17h25

A reforma agrária no Brasil parou. Mas a agitação no Movimento dos Sem-Terra (MST) é grande.

O movimento tem sido um dos principais articuladores no Brasil de manifestações de apoio ao presidente Hugo Chávez, da Venezuela. Também esteve à frente de atos de repúdio ao afastamento de Fernando Lugo da presidência no Paraguai. No site da organização são recorrentes as referências às questões da política latino-americana.

Como explicar tanta preocupação? Segundo João Pedro Stédile, principal líder do MST, o interesse pela Venezuela se deve ao fato de estar no centro da disputa política do continente. A vitória ou derrota de Chávez, nas eleições de 7 de outubro, influenciará a política de todos os países da região, acredita o líder dos sem-terra.

Stédile tem falado muito sobre o tema. Na terça-feira, 24, ao participar em São Paulo de um encontro destinado a discutir iniciativas de apoio a Chávez nas eleições, disse:  “A derrota dele seria a derrota de todo o processo que está em curso nos últimos doze anos na  América Latina.”

E qual é esse processo? Ainda segundo Stedile, a América Latina vive uma conjuntura positiva para a classe trabalhadora, com a eleição de governos considerados progressistas, que procuram se livrar da hegemonia dos Estados Unidos.

“Neste momento temos uma disputa permanente do futuro do continente ao redor de três projetos ou propostas”, disse em outra entrevista sobre o mesmo assunto. “O primeiro é a retomada da ofensiva dos Estados Unidos, que quer recolonizar a região e transformá-la apenas em fornecedora de matérias primas e energia para ter lucro máximo para suas empresas que por aqui operam. Há um segundo projeto que defende uma integração continental, sem os americanos, mas ainda nos marcos dos interesses das empresas capitalistas. E há um terceiro projeto, que nós chamamos de Alba (Alternativa Bolivariana para a América), que se propõe a fazer uma integração econômica, política e cultural, que juntasse governos progressistas com as organizações populares.”

A preferida do MST é, obviamente, a terceira proposta. Segundo Stedile, ela também era defendida por Lugo, do Paraguai. E essa teria sido a causa de sua queda. “Os Estados Unidos ajudaram a preparar esse golpe de estado, que teve uma unidade impressionante em termos econômicos, políticos e midiáticos.”

O evento da terça-feira foi organizado pelo Foro São Paulo,do qual o PT faz parte, e realizado na sede do PC do B em São Paulo.

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