Ministério da Defesa não tem nada a esconder, diz assessor
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Ministério da Defesa não tem nada a esconder, diz assessor

Roldão Arruda

07 de julho de 2012 | 09h57

O Ministério da Defesa não tem nada a esconder da Comissão Nacional da Verdade, segundo o ex-deputado José Genoino, assessor especial do ministro Celso Amorim. “O ministério vai por à disposição dos integrantes da comissão todos os documentos que encontrar”, diz ele.

Genoino falou sobre as ações da Defesa ao comentar  o recente pedido de explicações da comissão ao ministério, sobre queima de documentos. Segundo suas informações, trata-se de um episódio específico, o da Guerrilha do Araguaia. “Na resposta que o ministro encaminhou quando os integrantes da comissão solicitaram os documentos, ele repetiu a informação dada pelo seu antecessor, Nelson Jobim, que, após consultar os chefes do Exército, Marinha e Aeronáutica, ouviu que não existem documentos disponíveis sobre aqueles fatos”, afirma.

O assessor especial enfatiza que a orientação de Amorim é para que não sejam criados obstáculos ao trabalho da comissão: “Uma demonstração dessa disposição foi dada dias atrás, quando encaminhou ao Arquivo Nacional um conjunto de documentos sigilosos acumulados pelo extinto Estado Maior das Forças Armadas (Emfa). Desde o início da redemocratização, foi o maior volume de documentos que veio a público.”

Segundo Genoino, “o ministro foi um defensor do projeto que criou a Lei de Acesso à Informação e está muito à vontade no trabalho que vem realizando” para localizar e tornar públicos os arquivos. “Quando encontrou os documentos produzido pelo Emfa, uma das primeiras providências dele foi contatar a Comissão da Verdade”, diz.

Genoino, atualmente filiado ao PT, militou no PC do B e participou da guerrilha, reprimida pelas Forças Armadas entre 1972 e 1974. Foi preso na primeira etapa dos combates, quando os prisioneiros eram mantidos com vida. Mais tarde veio a orientação para que fossem executados.

O PC do B desencadeou a guerrilha inspirado nas teorias do líder chinês Mao Tse Tung. Seu objetivo era a implantação de um regime comunista no Brasil, a partir de levantes populares na zona rural.

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