Lula se anima ao falar da América Latina e não poupa voz
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Lula se anima ao falar da América Latina e não poupa voz

Roldão Arruda

28 de agosto de 2012 | 21h56

A voz estava fraca e um tanto rouca. Mesmo assim o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez questão de falar durante quase quarenta minutos para os representantes sindicais e de movimentos sociais com os quais se reuniu nesta terça-feira, 28, em São Paulo. Foi uma fala cheia de pausas, que surpreendeu pela persistência e disposição do orador.

A reunião, no Hotel Pestana, na Vila Mariana, foi organizada para a apresentação das ideias e propostas que o Instituto Lula pretende por em andamento na área de integração latino-americana. Estavam presentes os representantes das seis centrais sindicais do País, organizações não governamentais e movimentos sociais de diferentes setores – de feministas a sem-terra, de moradores de rua a estudantes. No total eram 39 entidades.

Lula participou do início ao fim de reunião de quase quatro horas. Não ficou, porém, para o almoço. Sobre as condições de sua voz esclareceu que se deve ao edema causado pelo tratamento contra o câncer.

Na  fala de encerramento, expôs detalhes de sua experiência no convívio com os países da América Latina durante o período em que ocupou a Presidência. Enfatizou a necessidade de maior colaboração com esses países, especialmente os da região sul do continente.

A abertura do encontro coube ao ex-ministro Luiz Dulci, responsável pela área de relações com a América Latina no Instituto Lula. Entre outras coisas, ele procurou demonstrar, com números, como o governo do ex-presidente petista estimulou mais o desenvolvimento comercial com países vizinhos do que seu antecessor, o tucano Fernando Henrique Cardoso. Enfatizou os casos da Argentina e Venezuela.

O historiador Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, falou sobre a conjuntura política e as ações do governo Dilma Rousseff. Ao se referir à deposição do presidente Fernando Lugo, pelo Congresso do Paraguai, afirmou que se trata de “um novo tipo de golpe de Estado”.

Segundo Dulci, o instituto deve realizar outras reuniões para tratar do assunto. As próximas serão com empresários e intelectuais.

 

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