As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Lula fala a Comissão: ‘Militares cometeram burrice de me prender’

Em depoimento à Comissão Nacional da Verdade, ex-presidente lembrou perseguições a movimentos grevistas liderados por ele na região do ABC Paulista. Também falou de sua prisão, ordenada pela Justiça Militar da União

Roldão Arruda

08 de dezembro de 2014 | 18h40

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou na manhã desta segunda-feira, 8, em São Paulo, à Comissão Nacional da Verdade. Durante pouco mais de uma hora, na sede do Instituto Lula, no bairro do Ipiranga, ele relembrou as dificuldades que enfrentou durante a ditadura, na parte final da década de 1970. Foi quando liderou uma série de grandes greves que começaram na região do ABC Paulista e acabaram se estendendo por todo o País.

As assembleias organizada pelo sindicato eram constantemente monitoradas por agentes da polícia política. Numa delas, no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, um helicóptero do Exército sobrevoou a área, com o objetivo de intimidar os participantes.

Em 1980, na mais longa daquelas greves, que durou 41 dias, a Justiça Militar da União determinou a prisão de Lula, com base na Lei de Segurança Nacional, após o movimento grevista ter sido declarado ilegal. Diante da Comissão da Verdade, ao relembrar o episódio, o ex-presidente da República disse: “Os militares cometeram a burrice de me prender.”

Lula foi julgado e condenado em primeira instância pela Justiça Militar. Também foi afastado da presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Mais tarde, porém, o Superior Tribunal Militar (STM) decidiu pela sua absolvição.

A Comissão da Verdade foi representada no encontro pelo sociólogo Paulo Sérgio Pinheiro e a psicanalista Maria Rita Kehl.

O ex-presidente Fernando Henrique também foi ouvido pela comissão.

Tudo o que sabemos sobre:

Comissão Nacional da VerdadeDitaduraLula

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.