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Integrantes da Comissão da Verdade serão os primeiros a acessar arquivo digital do Brasil Nunca Mais

Roldão Arruda

13 Junho 2012 | 19h11

Titulares e assessores da Comissão Nacional da Verdade serão os primeiros a acessar o arquivo digital do projeto Brasil Nunca Mais – um conjunto de documentos, com 700 processos abertos no Tribunal Superior Militar (TSM, nos anos da ditadura. No total são 835 mil páginas, que  ainda estão sendo digitalizadas. O arquivo será posto à disposição do público somente em março de 2013.

Representantes do grupo de trabalho que cuida da digitalização comunicaram aos integrantes da comissão que podem consultar a parte do arquivo já preparada. Consta do arquivo, entre outras coisas, uma lista de 444 agentes de Estado cujos nomes foram citados por prisioneiros políticos como autores de violações de direitos humanos no regime militar. Não se conhece, porém, a identidade de todos, uma vez que se apresentavam por meio de codinomes. Levantamento inicial indica que cerca de 250 estão identificados.

O material cruza informações de 1846 pessoas que prestaram depoimentos no tribunal militar. O projeto original, que resultou no livro Brasil Nunca Mais, da Editora Vozes, foi coordenado pelo reverendo Jaime Wright, da Igreja Presbiteriana, e pelo cardeal Paulo Evaristo Arns, arcebispo de São Paulo. Os recursos vieram do exterior, do Conselho Mundial de Igrejas.

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