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Governo de Tarso Genro intimida índios, acusa Cimi

Roldão Arruda

21 de agosto de 2013 | 21h42

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou nesta quarta-feira, 21, uma nota pública na qual acusa o governo do Rio Grande do Sul de pressionar e intimidar lideranças indígenas para que renunciem às atuais reivindicações por terras no Estado.

A nota é assinada também pelo Grupo de Apoio aos Povos Indígenas e o Conselho de Missão entre os Índios. De acordo com o texto, representantes do governo têm procurado os guaranis e kaingangs com a seguinte proposta: se desistirem da terras que estão sendo demarcadas pela Funai, o governo estadual tratará de transferi-los para outras áreas.

O objetivo seria evitar conflitos com os atuais ocupantes das terras reivindicadas e dar um fim aos impasses fundiários no Estado. A nota pública relata o caso do líder kaingang Leonir Franco, de Passo Grande da Forquilha, um dos que receberam esse tipo de proposta. Deveria abrir mão do procedimento de demarcação que caminha para sua etapa final e aceitar uma área alternativa de 323 hectares, em outra região.

A nota, intitulada O Governo Tarso Genro e as Manobras para Violar os Direitos Indígenas, diz: “Diante da reação imediata de Leonir, afirmando que os kaingang não fariam nenhum tipo de acordo que ferisse seus direitos, os agentes do governador tentaram intimidá-lo, informando que a comunidade não teria outra escolha que não aquela proposta porque a terra por eles reivindicada jamais será demarcada.”

O texto lembra que os grupos indígenas procurados estão vivendo há mais de dez anos de maneira precária, acampados em beiras de estradas. Para as três entidades que assinam o documento, o que está ocorrendo no Estado é uma “tentativa de coerção e abuso de poder por parte de servidores públicos e de Secretários de Estado”.

Procurado, o governo do Rio Grande do Sul disse, por meio de sua assessoria de comunicação, que não iria se manifestar sobre a nota pública.

Para ler a íntegra da nota do Cimi clique aqui.

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